Navegação segura na Web

São cada vez mais uma preocupação, a forma como navegamos na Web, os conteúdos a que acedemos, quem tem acesso a esse histórico de navegação e como é usado.

Assim, deixo abaixo algumas sugestões!

Usem um gestor de credenciais, Lastpass ou Bitwarden (criem as vossas próprias credenciais, em vez de usarem as API de autenticação Google, Facebook, etc).

Salvaguardem os vossos favoritos com Raindrop.

Comecem a equacionar se pretendem continuar reféns de plataformas como Facebook, Twitter e Youtube, etc, onde a liberdade de expressão é inexistente e toda a informação lá colocada é capitalizada (Big Data) e usada contra nós.

Como alternativas, têm Gab, Gettr, MeWe, Brighteon, BitChute e BrandNewTube.

Nos telemóveis está generalizado o uso de PIN com 4 dígitos mas tal já não é seguro. Se possível, usem de 6 para cima, se possível, com bloqueio automático não superior a 1 minuto.

Se não estão a precisar, desativem o Bluetooth e Localização. Revejam também que aplicações têm autorização para usar as mesmas

As fotos que tiram com o smartphone, e se o acima estiver ativo, ficam com informação sensível disponível para o mundo quando as publicam nas redes sociais

Revejam as permissões que as plataformas sociais têm

Implementem autenticação com dois passos (Two-factor authentication (2FA))

Authy ou Google Authenticator

Alterem os DNS’s para providers seguros e rápidos:

Cloudflare ou Quad9

Apesar do Windows Defender (no Windows 10) já estar bastante bom, no computador usem o Comodo Internet Security, com o HIPS ativo em Safe Mode, e no smartphone o Comodo Mobile Security ou Sophos.

Mantenham os drivers atualizados (usem o DriverPack, por exemplo),  Sistema Operativo e Aplicações atualizados.

Façam backup do que têm na Cloud (Google Drive, OneDrive, Box, etc) para um disco externo vosso e deixem de usar as online que são livres. Se são livres, vocês são o produto e a qualquer momento podem ser impedidos de aceder ao conteúdo e não existe garantia de que só vocês acedem ao mesmo. Usem, por exemplo, ProtonDrive ou StorX, se online pretendem ter os ficheiros.

Se possuem moeda digital, adquiram uma carteira física ou lógicas (D’CentXUMM) e transfiram para lá os vossos assets. Guardem as chaves privadas, credenciais, QRCodes, etc, em local seguro.

Como browser, o Brave e o Tor ou, no mínimo, o Firefox, com o NoScript Add-on instalado e ativo.

Como cliente para download de torrents, o qBitTorrent (com as definições a forçar a ligação encriptada)

Como motor de busca (a definir nos browsers acima), o PreSearch (têm extensão disponível).

Como caixa de email, o ProtonMail (Contactos/Calendário/Drive) ou CTemplar.

Cubram a câmara do laptop, se não a estão a usar e, se a trabalhar em locais públicos, estejam conscientes do que vos rodeia e se têm privacidade. Lembrem-se que o microfone do vosso smartphone está 24/7 ativo.

Se precisam de efetuar videoconferências, usem Jitsi e se as mesmas são particularmente sensíveis, configurem o vosso servidor com o mesmo e usem-no como host.

Em cima disto tudo, ou, para ser mais preciso, por baixo :), usem uma VPN, por exemplo, ProtonVPN (tem versão livre)ou, melhor ainda, Deeper Network (na blockchain).

E já está, com o acima implementado já andarão “ligeiramente” mais descansados.

Nota: Se quiserem elevar a segurança a outro nível, quando precisam fazer algo que de tal careça, usem Tails como sistema operativo.

Boa navegação

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